Saiu ontem no Estadão a matéria chamada O que restou da bolha da internet, que relembra a supervalorização das ações das empresas pontocom entre 1995 e 2000. Durante esse período, conta o texto, o otimismo desenfreado em relação ao novo meio trouxe distorções que chegavam a ser bizarras. Nos EUA, a Priceline, que vendia passagens aéreas online, chegou a valer, no dia de sua abertura de capital, em 30 de março de 1999, quase US$ 10 bilhões - mais do que a United Airlines, a Continental Airlines e a Northwest Airlines juntas. O problema é que a empresa registrava perdas 3 vezes maiores do que seu faturamento.
O pensamento de que as empresas online matariam as empresas “offline” gerou muita especulação. Com isso, os empreendedores conseguiam crescimento rápido e se tornavam bilionários na abertura de capital das suas empresas. Tempos passados. Enquanto na última sexta-feira o fechamento da Nasdaq – bolsa americana que concentra ações de empresas de tecnologia – foi de 2.326,35 pontos, no 10 de março de 2000, chegou a um índice recorde de 5.048,62 pontos.
O principal símbolo da loucura foi a compra da gigante de comunicação Time Warner pelo provedor norte-americano America Online (AOL). Na época, a AOL valia duas vezes mais que a Time Warner. Com o fim dessa ilusão, 3 meses depois, as ações da empresa caíram 75%. Com o tempo, a AOL acabou sendo tirada do nome da companhia, virou uma divisão de internet e, no final de 2009, já era uma empresa à parte.
O estouro da ‘bolha’ contribuiu para, sem o otimismo excessivo, a infraestrutura que poderia levar décadas para ser criada se desenvolvesse em poucos anos. A internet se popularizou, mas ganhar dinheiro com ela ficou bem mais difícil.
Fonte: CHMKT com informações do Estado de São Paulo










